Critérios para análise das sequências didáticas que exploram os gêneros textuais
CRITÉRIOS
SIM NÃO RESSALVAS
Estão planejadas e organizadas em torno dos eixos de ensino da Língua Portuguesa.
Possuem objetivos precisos e articulados para o trabalho com os gêneros.
Promovem reflexão sobre o gênero em foco.
Contemplam diferentes estratégias.
Oportunizam a ativação e explicitação dos conhecimentos prévios dos alunos em relação ao gênero abordado.
Garantem que os objetivos didáticos sejam contemplados nas diferentes atividades.
Permitem momentos de sistematização dos conhecimentos apreendidos.
Oferecem material de referência para os alunos.
Abordam uma temática específica explorada em atividades que apresentem uma proposta de progressão e de desafios.
Oportunizam ao aluno dominar e fazer uso da língua em diferentes situações de interação.
Garantem a oportunidade de análise das produções dos alunos.
Promovem a conquista dos objetivos almejados a partir das atividades previstas.
Especificam o tempo/duração que se pretende com o trabalho.
Pretendem uma mudança qualitativa nos esquemas de conhecimentos dos alunos acerca do conteúdo trabalhado.
Apresentam instrumento de avaliação que permita ao professor perceber a evolução do aluno.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
CONTOS – Fundamentação teórica
O conto caracteriza-se por ser uma narrativa curta, um texto em prosa que dá o seu recado em reduzido número de páginas ou linhas. Apresenta como sua maior qualidade os fatores concisão e brevidade. Deve produzir, em quem o lê, um efeito de impacto. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado, da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. Esta brevidade, porém, não pode comprometer a qualidade do texto, que deve cumprir o seu papel junto ao leitor com a mesma competência dos contos mais longos. Constitui uma unidade dramática, uma célula dramática. Portanto, contém um só conflito, um só drama, uma só ação. Todos os ingredientes do conto levam a um mesmo objetivo, convergem para o mesmo ponto. Assim, a existência dum único conflito, duma única “história” está intimamente relacionada com essa concentração de efeitos e de pormenores. O conto caracteriza-se por ser objetivo, atual: vai diretamente ao ponto, sem deter-se em pormenores secundários. Essa objetividade salta aos olhos com as três unidades: de ação, lugar e tempo. Tratando-se das personagens, poucas são as que intervém no conto, como decorrência natural das características apontadas: as unidades de ação, tempo e espaço. Só não parece possível o conto com uma única personagem: ainda que uma só apareça, outra figura deve estar atuando direta ou indiretamente, ou vir a atuar na formulação do conflito de que nasce a história. A linguagem em que o conto é vazado também deve ser objetiva, plástica e utilizar metáforas de curto espectro, de imediata compreensão para o leitor; despede-se de abstração e de toda preocupação pelo rendilhado ou pelos esoterismos. O conto quer-se narrado em linguagem direta, concreta, objetiva. Dentre os componentes da linguagem do conto, o diálogo, sendo o mais importante de todos, merece ser referido em primeiro lugar. O conto por seu estofo eminentemente dramático, deve ser, tanto quanto possível dialogado. De acordo com as diferentes formas que se apresentam os contos, ou seja, a proporção interna em que serão trabalhadas as unidades, podemos definir cinco tipos de contos: o conto de ação, é um conto onde predomina basicamente a aventura, o que não significa a ausência total dos demais componentes. É um tipo de conto linear e menos importante do que os outros, embora seja quantitativamente mais freqüente; o conto de personagem, é menos comum e totalmente centrado no exame da personagem, mas nunca deixando de obedecer a conjuntura própria doconto, visando sua unidade; o conto de cenário é raro. A tônica dramática transfere-se para o espaço, o ambiente. Este torna-se praticamente o herói do conto; o conto de idéia, embora o escritor se utilize de personagens, conflito, etc., serve para mostrar uma visão de mundo, ou seja, é um instrumento da idéia que pretende transmitir; o conto de emoção tem o objetivo de transmitir uma emoção ao leitor e geralmente vem mesclado ao da idéia.
Definição - O QUE É UM CONTO ?
Tentarei, como em um conto, ser conciso em explicar o que seja um Conto. Conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho em relação ao romance, que é muito extenso). O conto precisa causar um efeito singular no leitor, causar muita excitação e emotividade e prender a atenção. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. O conto é o gênero literário mais moderno e que maior vitalidade possui, pela simples razão que as pessoas jamais deixarão de contar o que se passa, nem de interessar-se pelo que lhes contam bem contado. É geralmente uma história curta, porém a mais difícil e a mais disciplinada forma de escrever prosa, pois num romance, pode o escritor ser mais descuidado e deixar escórias e superfluidades, que seriam descartáveis, mas num conto quase todas as palavras devem estar em seus lugares exatos. Assim que entre suas principais características, estão: a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total.
• Contos são estórias curtas, menores que novelas.
• Contos-de-fadas - são contos de fadas, onde aparece o sobrenatural, o maravilhoso;
• Contos-de-encantamento são estórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, por encantamento, a maioria;
• Contos maravilhosos são estórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas;
• Contos de enigma ou mistério são estórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado;
• Contos jocosos são estórias humorísticas ou divertidas.
(Fonte: Google Acadêmico – www.google.com.br)
O conto caracteriza-se por ser uma narrativa curta, um texto em prosa que dá o seu recado em reduzido número de páginas ou linhas. Apresenta como sua maior qualidade os fatores concisão e brevidade. Deve produzir, em quem o lê, um efeito de impacto. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado, da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. Esta brevidade, porém, não pode comprometer a qualidade do texto, que deve cumprir o seu papel junto ao leitor com a mesma competência dos contos mais longos. Constitui uma unidade dramática, uma célula dramática. Portanto, contém um só conflito, um só drama, uma só ação. Todos os ingredientes do conto levam a um mesmo objetivo, convergem para o mesmo ponto. Assim, a existência dum único conflito, duma única “história” está intimamente relacionada com essa concentração de efeitos e de pormenores. O conto caracteriza-se por ser objetivo, atual: vai diretamente ao ponto, sem deter-se em pormenores secundários. Essa objetividade salta aos olhos com as três unidades: de ação, lugar e tempo. Tratando-se das personagens, poucas são as que intervém no conto, como decorrência natural das características apontadas: as unidades de ação, tempo e espaço. Só não parece possível o conto com uma única personagem: ainda que uma só apareça, outra figura deve estar atuando direta ou indiretamente, ou vir a atuar na formulação do conflito de que nasce a história. A linguagem em que o conto é vazado também deve ser objetiva, plástica e utilizar metáforas de curto espectro, de imediata compreensão para o leitor; despede-se de abstração e de toda preocupação pelo rendilhado ou pelos esoterismos. O conto quer-se narrado em linguagem direta, concreta, objetiva. Dentre os componentes da linguagem do conto, o diálogo, sendo o mais importante de todos, merece ser referido em primeiro lugar. O conto por seu estofo eminentemente dramático, deve ser, tanto quanto possível dialogado. De acordo com as diferentes formas que se apresentam os contos, ou seja, a proporção interna em que serão trabalhadas as unidades, podemos definir cinco tipos de contos: o conto de ação, é um conto onde predomina basicamente a aventura, o que não significa a ausência total dos demais componentes. É um tipo de conto linear e menos importante do que os outros, embora seja quantitativamente mais freqüente; o conto de personagem, é menos comum e totalmente centrado no exame da personagem, mas nunca deixando de obedecer a conjuntura própria doconto, visando sua unidade; o conto de cenário é raro. A tônica dramática transfere-se para o espaço, o ambiente. Este torna-se praticamente o herói do conto; o conto de idéia, embora o escritor se utilize de personagens, conflito, etc., serve para mostrar uma visão de mundo, ou seja, é um instrumento da idéia que pretende transmitir; o conto de emoção tem o objetivo de transmitir uma emoção ao leitor e geralmente vem mesclado ao da idéia.
Definição - O QUE É UM CONTO ?
Tentarei, como em um conto, ser conciso em explicar o que seja um Conto. Conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho em relação ao romance, que é muito extenso). O conto precisa causar um efeito singular no leitor, causar muita excitação e emotividade e prender a atenção. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. O conto é o gênero literário mais moderno e que maior vitalidade possui, pela simples razão que as pessoas jamais deixarão de contar o que se passa, nem de interessar-se pelo que lhes contam bem contado. É geralmente uma história curta, porém a mais difícil e a mais disciplinada forma de escrever prosa, pois num romance, pode o escritor ser mais descuidado e deixar escórias e superfluidades, que seriam descartáveis, mas num conto quase todas as palavras devem estar em seus lugares exatos. Assim que entre suas principais características, estão: a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total.
• Contos são estórias curtas, menores que novelas.
• Contos-de-fadas - são contos de fadas, onde aparece o sobrenatural, o maravilhoso;
• Contos-de-encantamento são estórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, por encantamento, a maioria;
• Contos maravilhosos são estórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas;
• Contos de enigma ou mistério são estórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado;
• Contos jocosos são estórias humorísticas ou divertidas.
(Fonte: Google Acadêmico – www.google.com.br)
GÊNERO TEXTUAL CONTO DE FADAS
Características dos contos de fadas:
• Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
• Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína busca a realização pessoal);
• Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína
• Sua origem é Celta;
• A tipologia é predominantemente narrativa, mas as seqüências descritivas são comuns;
• Seguem a seqüência clássica de estruturação textual (começo, desenvolvimento, fim);
• Tem a função básica de refletir sobre alguns valores sociais.
• O título do conto normalmente se remete à personagem principal da história.
• A adjetivação é um instrumento lingüístico importante para a constituição dos contos e encantamento dos contos.
Características dos contos de fadas:
• Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
• Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína busca a realização pessoal);
• Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína
• Sua origem é Celta;
• A tipologia é predominantemente narrativa, mas as seqüências descritivas são comuns;
• Seguem a seqüência clássica de estruturação textual (começo, desenvolvimento, fim);
• Tem a função básica de refletir sobre alguns valores sociais.
• O título do conto normalmente se remete à personagem principal da história.
• A adjetivação é um instrumento lingüístico importante para a constituição dos contos e encantamento dos contos.
ATIVIDADE PARA SER EXPLORADA APÓS A LEITURA DO LIVRO PELA TURMA
Língua Portuguesa
Rodas de leitura, conversando sobre livros
Introdução
As rodas de biblioteca devem ser realizadas como uma atividade planejada e permanente de leitura na escola (semanal ou quinzenal), em que se converse sobre as leituras que as crianças realizaram em casa (com o empréstimo de livros) e abra-se um espaço para que elas indiquem o livro que leram para alguns colegas, levando em conta características da obra e as preferências leitoras dos amigos.
Essa atividade, ao ser inserida no cotidiano da classe, traz em si o potencial de ajudar a construir uma comunidade de leitores e escritores na escola, em que as crianças tenham múltiplas oportunidades de explorar novos livros, escolher suas leituras, apreciar os efeitos que cada uma delas lhes traz, falar sobre essas sensações, recomendar leituras e analisar as recomendações recebidas dos colegas a fim de seguir aquelas que parecem mais interessantes, desenvolvendo, ao longo do processo, gostos e preferências por obras, gêneros e autores.
Objetivos
Ampliar o repertório literário;
Interagir com o livro de maneira prazerosa, reconhecendo-o como fonte de múltiplas informações e entretenimento;
Compartilhar experiências leitoras;
Confrontar interpretações;
Estabelecer relações com outros textos;
Ampliar os conhecimentos acerca de um determinado autor, utilizando-os como critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
Ampliar os conhecimentos acerca de determinado gênero, utilizando-os como um critério de seleção/indicação na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
Conhecer diferentes ilustradores e ilustrações, compartilhando o efeito que uma ilustração produz, confrontando interpretações e considerando tais conhecimentos na seleção/indicação de livros;
Conhecer diferentes coleções, ampliando os conhecimentos acerca das características desse tipo de publicação e utilizando-os como um critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados ou em sua indicação.
Conteúdos
- Valorização da leitura como uma fonte de prazer e entretenimento.
- Interesse por compartilhar opiniões, ideias e preferências acerca dos livros lidos.
- Desenvolvimento de estratégias de argumentação para defender ideias e pontos de vista sobre os livros lidos.
- Desenvolvimento de critérios de escolha e de indicação de livros.
Ano
Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
Tempo estimado
Atividade permanente ao longo do ano ou do semestre, com frequência quinzenal ou semanal.
Desenvolvimento
Organize as rodas de leitura e aproveite as perguntas abaixo, retiradas do livro Dime, de Aidan Chambers, a o professor criar um movimento de troca de ideias, considerações e indicações entre os pequenos, usando, quando necessário, uma pergunta ou outra com cada criança na roda. Com o tempo, as crianças vão construindo uma autonomia cada vez maior para compartilhar essas impressões sobre as leituras realizadas e, com isso, assumindo um protagonismo cada vez maior na troca.
- Houve alguma coisa de que vocês gostaram nesse livro?
- O que chamou especialmente a atenção?
- Você gostaria que algo tivesse acontecido de forma diferente?
- Houve alguma coisa de que você não gostou?
- Houve uma parte que você achou cansativa?
- Você pulou alguma parte? Qual?
- Se você parou de ler, em que parte isso aconteceu?
- Houve alguma coisa que causou espanto?
- Houve algo que você achou maravilhoso?
- Encontrou alguma coisa que você nunca havia visto em um livro?
- Você se surpreendeu com alguma coisa?
- Alguma coisa não combinava ou não ficou bem explicada?
- A primeira vez que você viu esse livro, antes de ler, como pensava que ele seria?
- O que o fez esperar isso?
- Depois de ler, foi o que você esperava?
- Você já leu livros como este?
- Você já leu esse livro antes? (Se sim) Foi diferente dessa vez?
- O que você diria a seus amigos sobre esse livro?
- Há quanto tempo vocês acham que aconteceu essa história?
- Sobre quem é essa história?
- Que personagem você achou mais interessante?
- Em que lugar se passa a história?
Ao final da roda, organize com a turma novos empréstimos de livros e combine a data da próxima roda.
Avaliação
Para avaliar se o trabalho com o projeto está cumprindo seus objetivos de aprendizagem para as crianças, observe se elas:
- Demonstram interesse em selecionar livros para levar e ler em casa.
- Compartilham impressões, opiniões e passagens preferidas sobre os livros e as situações de leitura em casa.
- Recomendam a leitura do livro que leram levando em conta suas características e os gostos da pessoa para quem a recomendação é feita.
- Estabelecem relações entre a história lida em casa e outras histórias conhecidas.
Além disso, o acompanhamento dos avanços das crianças deve orientar o professor no planejamento de intervenções individualizadas, quando necessário, criando condições e demandas para que todos tenham a oportunidade e o espaço de participar das conversas sobre a leitura, ajudando-as na escolha de títulos para o empréstimo a fim de possibilitar que todos avancem em seus comportamentos leitores.
Fonte nova escola
Língua Portuguesa
Rodas de leitura, conversando sobre livros
Introdução
As rodas de biblioteca devem ser realizadas como uma atividade planejada e permanente de leitura na escola (semanal ou quinzenal), em que se converse sobre as leituras que as crianças realizaram em casa (com o empréstimo de livros) e abra-se um espaço para que elas indiquem o livro que leram para alguns colegas, levando em conta características da obra e as preferências leitoras dos amigos.
Essa atividade, ao ser inserida no cotidiano da classe, traz em si o potencial de ajudar a construir uma comunidade de leitores e escritores na escola, em que as crianças tenham múltiplas oportunidades de explorar novos livros, escolher suas leituras, apreciar os efeitos que cada uma delas lhes traz, falar sobre essas sensações, recomendar leituras e analisar as recomendações recebidas dos colegas a fim de seguir aquelas que parecem mais interessantes, desenvolvendo, ao longo do processo, gostos e preferências por obras, gêneros e autores.
Objetivos
Ampliar o repertório literário;
Interagir com o livro de maneira prazerosa, reconhecendo-o como fonte de múltiplas informações e entretenimento;
Compartilhar experiências leitoras;
Confrontar interpretações;
Estabelecer relações com outros textos;
Ampliar os conhecimentos acerca de um determinado autor, utilizando-os como critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
Ampliar os conhecimentos acerca de determinado gênero, utilizando-os como um critério de seleção/indicação na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
Conhecer diferentes ilustradores e ilustrações, compartilhando o efeito que uma ilustração produz, confrontando interpretações e considerando tais conhecimentos na seleção/indicação de livros;
Conhecer diferentes coleções, ampliando os conhecimentos acerca das características desse tipo de publicação e utilizando-os como um critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados ou em sua indicação.
Conteúdos
- Valorização da leitura como uma fonte de prazer e entretenimento.
- Interesse por compartilhar opiniões, ideias e preferências acerca dos livros lidos.
- Desenvolvimento de estratégias de argumentação para defender ideias e pontos de vista sobre os livros lidos.
- Desenvolvimento de critérios de escolha e de indicação de livros.
Ano
Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
Tempo estimado
Atividade permanente ao longo do ano ou do semestre, com frequência quinzenal ou semanal.
Desenvolvimento
Organize as rodas de leitura e aproveite as perguntas abaixo, retiradas do livro Dime, de Aidan Chambers, a o professor criar um movimento de troca de ideias, considerações e indicações entre os pequenos, usando, quando necessário, uma pergunta ou outra com cada criança na roda. Com o tempo, as crianças vão construindo uma autonomia cada vez maior para compartilhar essas impressões sobre as leituras realizadas e, com isso, assumindo um protagonismo cada vez maior na troca.
- Houve alguma coisa de que vocês gostaram nesse livro?
- O que chamou especialmente a atenção?
- Você gostaria que algo tivesse acontecido de forma diferente?
- Houve alguma coisa de que você não gostou?
- Houve uma parte que você achou cansativa?
- Você pulou alguma parte? Qual?
- Se você parou de ler, em que parte isso aconteceu?
- Houve alguma coisa que causou espanto?
- Houve algo que você achou maravilhoso?
- Encontrou alguma coisa que você nunca havia visto em um livro?
- Você se surpreendeu com alguma coisa?
- Alguma coisa não combinava ou não ficou bem explicada?
- A primeira vez que você viu esse livro, antes de ler, como pensava que ele seria?
- O que o fez esperar isso?
- Depois de ler, foi o que você esperava?
- Você já leu livros como este?
- Você já leu esse livro antes? (Se sim) Foi diferente dessa vez?
- O que você diria a seus amigos sobre esse livro?
- Há quanto tempo vocês acham que aconteceu essa história?
- Sobre quem é essa história?
- Que personagem você achou mais interessante?
- Em que lugar se passa a história?
Ao final da roda, organize com a turma novos empréstimos de livros e combine a data da próxima roda.
Avaliação
Para avaliar se o trabalho com o projeto está cumprindo seus objetivos de aprendizagem para as crianças, observe se elas:
- Demonstram interesse em selecionar livros para levar e ler em casa.
- Compartilham impressões, opiniões e passagens preferidas sobre os livros e as situações de leitura em casa.
- Recomendam a leitura do livro que leram levando em conta suas características e os gostos da pessoa para quem a recomendação é feita.
- Estabelecem relações entre a história lida em casa e outras histórias conhecidas.
Além disso, o acompanhamento dos avanços das crianças deve orientar o professor no planejamento de intervenções individualizadas, quando necessário, criando condições e demandas para que todos tenham a oportunidade e o espaço de participar das conversas sobre a leitura, ajudando-as na escolha de títulos para o empréstimo a fim de possibilitar que todos avancem em seus comportamentos leitores.
Fonte nova escola
24/08/10 – 2 º dia – unidade 3
Caracterização dos gêneros: parlenda, cantiga de roda, lenda, fábula e conto.
Gêneros Características
Parlenda - jogos culturais orais caracterizados pela ludicidade e estrutura lingüística, ditas ou recitadas pelas crianças com finalidades específicas;
- sonoridade;
- rimas;
- onomatopéias
-Dinamicidade;
- Ludicidade;
- versos poéticos.
Cantiga de roda - são gêneros semióticos (ritmo e melodia) verbal e musical ao mesmo tempo;
Manifestações populares oralmente transmitidas;
- gênero da tradição oral
- rima;
- Aliteração;
- métrica.
Fábula - gênero narrativo que transmite um ensinamento;
- as personagens quase sempre são animais;
- a narrativa é curta, geralmente um diálogo;
- no final da história, destaca-se uma moral (provérbio)
- emprega normalmente a linguagem culta formal ou coloquial
- empregam-se geralmente verbos no pretérito perfeito e imperativo do indicativo nos trechos que per pertencem ao narrador, e presente do indicativo na fala das personagens.
Lenda - histórias fantásticas, interessantes e desafiadoras;
- faz parte da imaginação popular, contadas de forma oral;
Interação com o mundo ficcional;
- representa a cultura de um povo;
-Personagens homens e animais;
Sequência lógica no tempo e no espaço;
- feitos heróicos que levam a um julgamento moral.
Conto - em prosa;
-narrativa curta;
- efeito de impacto em quem o lê;
- existência de um único conflito;
- conteúdo inerente à condição humana;
- Espaço fora da realidade conhecida;
- Convergência para um mesmo ponto;
- imediata compreensão para o leitor;
- concisão, precisão e densidade;
- sequência narrativa estrutural;
- gênero estrutural mais moderno;
Gêneros Características
Parlenda
Grupo: Joelma
Joseane
Mariza
Amilza
Edson -Objetivo: oportunizar aos professores o conhecimento teórico e a reflexão sobre o gênero parlenda.
Procedimentos:
- acolhida/leitura deleite: Hoje é domingo
- indagar: que texto é esse?
- Realização do jogo da parlenda
- separar por dupla (definição de parlenda e suas características) socialização das duplas para o grupão
- leitura compartilhada sobre a fundamentação teórica
- discussão sobre a temática
- separação dos grupos para realização da atividade de produção
- atividade produção final de uma parlenda pelo grupo
Avaliação: sinal de trânsito
Verde – aprendi
Amarelo - preciso aprofundar
Vermelho preciso estudar mais...
Cantiga de roda -
Fábula
Grupo: Maria Carolina
Sara
Augusto
Verônica
Ana Célia 1º momento: distribuir vários textos para que nos grupos eles possam separar por gênero
2º momento: solicitar que os professores listem as características da fábula
3 momento: pedir que os professores planejem uma sequência de atividades para trabalhar o gênero em sala de aula
4º momento: registrar como se deu o passo a passo da sequência de atividades em sala de aula e trazer para socializar no grande grupo
Lenda
Grupo:
Liduina
Helena
Ana Carla
Lirany
Fábio
Nina - Leitura deleite: colocar várias lendas no tapete para os professores fazerem a leitura. Escolhe-se uma para a leitura oral – perguntar sobre outras versões (conhecidas)
- em equipe pedir que façam uma lista com as características da lenda de acordo com os conhecimentos prévios
- distribuir para os professores a fundamentação teórica sobre lendas
- planejar uma aula sobre lendas para utilizar em sua sala de aula utilizando-se de uma atividade seqüenciada.
- corta-se o título e o grupo terá que adivinhar, ou seja, colocar o título, ou vice versa.
Conto
Grupo: Efigênia
Maria do Carmo
Marcia
Vanderly
Liduina
Rita de Cássia
Gracilene
Rosamirtes
Flaviana 1. propor uma contação coletiva com a temática mistério, um começa e vai passando o fio condutor para o outro
2. dividir o grupo em duplas, entregar duas versões de uma mesma história e pedir que analisem as características. Depois cada grupo (dupla) irá construir, criar uma nova versão daquele conto.
4. socializar as três versões de cada dupla
5. organizar a coletânea de contos
Caracterização dos gêneros: parlenda, cantiga de roda, lenda, fábula e conto.
Gêneros Características
Parlenda - jogos culturais orais caracterizados pela ludicidade e estrutura lingüística, ditas ou recitadas pelas crianças com finalidades específicas;
- sonoridade;
- rimas;
- onomatopéias
-Dinamicidade;
- Ludicidade;
- versos poéticos.
Cantiga de roda - são gêneros semióticos (ritmo e melodia) verbal e musical ao mesmo tempo;
Manifestações populares oralmente transmitidas;
- gênero da tradição oral
- rima;
- Aliteração;
- métrica.
Fábula - gênero narrativo que transmite um ensinamento;
- as personagens quase sempre são animais;
- a narrativa é curta, geralmente um diálogo;
- no final da história, destaca-se uma moral (provérbio)
- emprega normalmente a linguagem culta formal ou coloquial
- empregam-se geralmente verbos no pretérito perfeito e imperativo do indicativo nos trechos que per pertencem ao narrador, e presente do indicativo na fala das personagens.
Lenda - histórias fantásticas, interessantes e desafiadoras;
- faz parte da imaginação popular, contadas de forma oral;
Interação com o mundo ficcional;
- representa a cultura de um povo;
-Personagens homens e animais;
Sequência lógica no tempo e no espaço;
- feitos heróicos que levam a um julgamento moral.
Conto - em prosa;
-narrativa curta;
- efeito de impacto em quem o lê;
- existência de um único conflito;
- conteúdo inerente à condição humana;
- Espaço fora da realidade conhecida;
- Convergência para um mesmo ponto;
- imediata compreensão para o leitor;
- concisão, precisão e densidade;
- sequência narrativa estrutural;
- gênero estrutural mais moderno;
Gêneros Características
Parlenda
Grupo: Joelma
Joseane
Mariza
Amilza
Edson -Objetivo: oportunizar aos professores o conhecimento teórico e a reflexão sobre o gênero parlenda.
Procedimentos:
- acolhida/leitura deleite: Hoje é domingo
- indagar: que texto é esse?
- Realização do jogo da parlenda
- separar por dupla (definição de parlenda e suas características) socialização das duplas para o grupão
- leitura compartilhada sobre a fundamentação teórica
- discussão sobre a temática
- separação dos grupos para realização da atividade de produção
- atividade produção final de uma parlenda pelo grupo
Avaliação: sinal de trânsito
Verde – aprendi
Amarelo - preciso aprofundar
Vermelho preciso estudar mais...
Cantiga de roda -
Fábula
Grupo: Maria Carolina
Sara
Augusto
Verônica
Ana Célia 1º momento: distribuir vários textos para que nos grupos eles possam separar por gênero
2º momento: solicitar que os professores listem as características da fábula
3 momento: pedir que os professores planejem uma sequência de atividades para trabalhar o gênero em sala de aula
4º momento: registrar como se deu o passo a passo da sequência de atividades em sala de aula e trazer para socializar no grande grupo
Lenda
Grupo:
Liduina
Helena
Ana Carla
Lirany
Fábio
Nina - Leitura deleite: colocar várias lendas no tapete para os professores fazerem a leitura. Escolhe-se uma para a leitura oral – perguntar sobre outras versões (conhecidas)
- em equipe pedir que façam uma lista com as características da lenda de acordo com os conhecimentos prévios
- distribuir para os professores a fundamentação teórica sobre lendas
- planejar uma aula sobre lendas para utilizar em sua sala de aula utilizando-se de uma atividade seqüenciada.
- corta-se o título e o grupo terá que adivinhar, ou seja, colocar o título, ou vice versa.
Conto
Grupo: Efigênia
Maria do Carmo
Marcia
Vanderly
Liduina
Rita de Cássia
Gracilene
Rosamirtes
Flaviana 1. propor uma contação coletiva com a temática mistério, um começa e vai passando o fio condutor para o outro
2. dividir o grupo em duplas, entregar duas versões de uma mesma história e pedir que analisem as características. Depois cada grupo (dupla) irá construir, criar uma nova versão daquele conto.
4. socializar as três versões de cada dupla
5. organizar a coletânea de contos
A ESTROFE
CONCEITOS E TIPOS
Estrofe é um conjunto estruturado de versos.
Eis os principais tipos de estrofe:
Dístico. É a estrofe de dois versos, apresentando rimas emparelhadas: aa bb cc, etc. Ex.:
Os miseráveis, os rotos
São as flores dos esgotos.
São espectros implacáveis
Os rotos, os miseráveis.
São prantos negros de furnas
Caladas, mudas, soturnas.
(Cruz e Souza)
Terceto. É a estrofe de três versos apresentando esquema variável de rima.
Na chamada terza rima italiana o esquema é:
aba, bcb, cdc, ded, etc., havendo no final da composição um verso isolado
que rima com o segundo verso do último terceto, como já vimos.
Eis um exemplo de tercetos rimados, segundo o esquema abc nas duas primeiras estrofes
e bac nas duas últimas, diferente da terza rima:
CANÇÃO
Fizeste humilde a minha vida
para que eu não errasse
os teus caminhos silenciosos
Puseste cardos em minha vida
para que eu sempre visse a Tua Face
ferida dos espinhos dolorosos
Tornaste a minha noite mais escura,
e abriste grotas pela minha estrada
por que eu tivesse a glória de vencê-la,
e meus olhos, na noite deslumbrada,
melhor sentissem a imortal frescura
e a serena vertigem das estrelas . . .
(Tasso da Silveira)
Quadra. É a estrofe popular em quatro versos que não excedem o verso de redondilha maior.
Freqüentemente, apenas dois versos aparecem rimados. Ex.:
Menina, diga a seu pai
Que se quer ser meu amigo
Ou me pague o meu dinheiro,
Ou case você comigo!
(Cancioneiro do Norte, de Rodrigues de Carvalho)
Poetas cultos rimam todos os versos, como nos mostra este exemplo de Murillo Araújo :
Sereia, andei te esperando ...
Mas que erro grande esperar!
Sabes que andei te esperando
triste até desesperar?
Se me levasses sonhando
longe? ... no abismo do mar?!
Se me levasses sonhando
quem dera abismos e mar!
Quarteto. É a estrofe erudita de quatro versos, que podem apresentar de oito a doze sílabas, ou mais.
Em geral, as rimas dos quartetos são alternadas: abab ou interpoladas e emparelhadas: abba. Ex.:
CANTO
Caprichos de lilás, febres esguias,
Enlevos de ópio - Íris - abandono
Saudades de luar, timbre de Outono,
Cristal de essências langues, fugidias ...
O pajem débil das ternuras de cetim,
O friorento das carícias magoadas;
O príncipe das Ilhas transtornadas...
Senhor feudal das Tôrres de marfim...
(Mário de Sá Carneiro)
Quintilha. É a estrofe de cinco versos apresentando esquema de rima variável:
abaad; ababa; abbab; abbba.
Alguns autores propõem, a exemplo da distinção entre quadra e quarteto,
uma diferença entre quintilha (versos até 7 sílabas) e quinteto (versos de oito ou mais sílabas). Ex.:
Belo! E arrimada ao cabo da sombrinha,
Com teu chapéu de palha, desabado,
Tu continuas na azinhaga: ao lado
Verdeja, vicejante, a nossa vinha.
(Cesário Verde)
Sextilha. É a estrofe de seis versos apresentando esquema de rima variável.
Alguns autores fazem diferença entre sextilha (versos até sete sílabas) e sex-teto
(versos de oito ou mais sílabas). Ex.:
Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação,
- Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata,
À frente dos peões filhos da rude mata,
Fernão Dias Pais Leme entrou pelo sertão.
(Olavo Bilac)
Estrofe de sete versos. Apresenta esquema de rima variável e é de uso pouco freqüente.
Não tem nome especial, embora alguns autores proponham: sétima, setilha ou hepteto. Ex.:
Meses depois, as gazetas
Darão críticas completas,
Indecentes e patetas,
Da minha última obra
E eu- p'ra cama outra vez,
Curtindo febre e revés,
Tocado de Estrela e Cobra
(Mário de Sá Carneiro)
Esquema de rima: aaabccb.
Oitava. É a estrofe de oito versos, podendo ser heróica ou lírica.
No primeiro caso, ajusta-se ao poema épico, em versos decassílabos,
apresentando o seguinte esquema de rima: abababcc, como nos Lusíadas.
No segundo caso, com esquema variável de rima,
não raro o que se tem é a justaposição de duas quadras ou quartetos. Exemplos:
Oitava Heróica:
Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito,
(Se de humano é matar uma donzela
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la)
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela:
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.
(Camões)
Oitava Lírica:
A dor, forte e imprevista,
Ferindo-me, imprevista,
De branca e de imprevista,
Foi um deslumbramento,
Que me endoideceu a vista,
Fez-me perder a vista,
Fez-me fugir a vista,
Num doce esvaimento.
(Camilo Pessanha)
Esquema de rima: aaabaaab. Rimas contínuas nos três primeiros versos de cada quadra justaposta.
E rima final no quarto verso de ambas as quadras justapostas.
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.
Estrofe de nove versos. Apresenta esquema variável de rima e não é de uso muito generalizado.
Não tem nome especial, embora alguns autores lhe proponham a denominação de nona Ex.:
O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse, "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?"
E o homem do leme disse, tremendo,
"El-Rei D. João Segundo!"
(Fernando Pessoa)
Esquema de rima: aabaacdcd. Há um verso solto, pois não rima com nenhum outro.
Décima. É a estrofe de dez versos apresentando esquema de rima variável.
Em geral, a décima resulta da justaposição de uma quadra (ou quarteto) a uma sextilha,
ou da justaposição de duas quintilhas. Ex.:
Talhado para as grandezas,
Para crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir.
- Estatuário de colossos -
Cansado doutros esboços,
Disse um dia Jeová:
"Vai, Colombo, abre a cortina
"Da minha eterna oficina ...
"Tira a América de lá."
(Castro Alves)
Esquema de rima: abcbdeffe. Há dois versos soltos ou sem rima correspondente: a e c.
Sem nome especial são as estrofes de mais de dez versos,
como nos mostra este exemplo de Tasso de Oliveira , apresentando quatorze versos:
CANÇÃO
Em sala antiga deu hora
um pêndulo familiar.
Som tão morto que lá fora
ninguém o pôde escutar:
nem uma alma recolhida,
nem a rua adormecida,
nem a cidade vencida
de tanto sofrer e amar.
No entanto, a hora assim perdida
que em surda voz, ainda agora,
esse pêndulo bateu
foi uma hora, uma santa hora
da vida que Deus nos deu.
Ah! foi uma hora da Vida!
Esquema de rima: ababcccbcadadc.
Estrofes isométricas e heterométricas
Convém notar ainda que se dá a denominação de estrofe simples ou isométrica
à estrofe que se forma de versos de igual medida. Ex.:
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro;
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como um desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz - e escrevam nela:
Foi poeta, sonhou e amou na vida...
(Álvares de Azevedo)
No poema acima, todas as estrofes são isométricas,
pois os quartetos se formam com versos de igual medida (versos regulares).
Estrofe composta ou heterométrica é a que se forma de versos desiguais, mas combinados.
Eis as combinações mais freqüentes:
E, longe, luz mais pura
Que a extinta luz daquele dia morto
Xenócrates procura:
- Imortal claridade,
Que é proteção e amor, vida e conforto,
Porque é a luz da verdade.
(Olavo Bilac)
Hendecassílabo e pentassilabo:
E a velha Carlota, revendo-me agora
Tão pálido, diz:
Meu pobre Menino! que Nossa Senhora
Fez tão infeliz...
(Antônio Nobre)
Alexandrinos com hexassílabos:
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim! Tu despenhada e fria,
Fria.! postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados...
(Olavo Bilac))
Heptassílabos com versos de três ou quatro sílabas:
Quis fazer uma canção
não sei porque,
que dissesse ao coração
não sei o quê;
(Guilherme de Almeida)
Versos de cinco com versos de três sílabas:
Noite de bruxedos,
Entre os arvoredos
um repuxo
de cristal, que é a vara
de um bruxo.
(Guilherme de Almeida)
CONCEITOS E TIPOS
Estrofe é um conjunto estruturado de versos.
Eis os principais tipos de estrofe:
Dístico. É a estrofe de dois versos, apresentando rimas emparelhadas: aa bb cc, etc. Ex.:
Os miseráveis, os rotos
São as flores dos esgotos.
São espectros implacáveis
Os rotos, os miseráveis.
São prantos negros de furnas
Caladas, mudas, soturnas.
(Cruz e Souza)
Terceto. É a estrofe de três versos apresentando esquema variável de rima.
Na chamada terza rima italiana o esquema é:
aba, bcb, cdc, ded, etc., havendo no final da composição um verso isolado
que rima com o segundo verso do último terceto, como já vimos.
Eis um exemplo de tercetos rimados, segundo o esquema abc nas duas primeiras estrofes
e bac nas duas últimas, diferente da terza rima:
CANÇÃO
Fizeste humilde a minha vida
para que eu não errasse
os teus caminhos silenciosos
Puseste cardos em minha vida
para que eu sempre visse a Tua Face
ferida dos espinhos dolorosos
Tornaste a minha noite mais escura,
e abriste grotas pela minha estrada
por que eu tivesse a glória de vencê-la,
e meus olhos, na noite deslumbrada,
melhor sentissem a imortal frescura
e a serena vertigem das estrelas . . .
(Tasso da Silveira)
Quadra. É a estrofe popular em quatro versos que não excedem o verso de redondilha maior.
Freqüentemente, apenas dois versos aparecem rimados. Ex.:
Menina, diga a seu pai
Que se quer ser meu amigo
Ou me pague o meu dinheiro,
Ou case você comigo!
(Cancioneiro do Norte, de Rodrigues de Carvalho)
Poetas cultos rimam todos os versos, como nos mostra este exemplo de Murillo Araújo :
Sereia, andei te esperando ...
Mas que erro grande esperar!
Sabes que andei te esperando
triste até desesperar?
Se me levasses sonhando
longe? ... no abismo do mar?!
Se me levasses sonhando
quem dera abismos e mar!
Quarteto. É a estrofe erudita de quatro versos, que podem apresentar de oito a doze sílabas, ou mais.
Em geral, as rimas dos quartetos são alternadas: abab ou interpoladas e emparelhadas: abba. Ex.:
CANTO
Caprichos de lilás, febres esguias,
Enlevos de ópio - Íris - abandono
Saudades de luar, timbre de Outono,
Cristal de essências langues, fugidias ...
O pajem débil das ternuras de cetim,
O friorento das carícias magoadas;
O príncipe das Ilhas transtornadas...
Senhor feudal das Tôrres de marfim...
(Mário de Sá Carneiro)
Quintilha. É a estrofe de cinco versos apresentando esquema de rima variável:
abaad; ababa; abbab; abbba.
Alguns autores propõem, a exemplo da distinção entre quadra e quarteto,
uma diferença entre quintilha (versos até 7 sílabas) e quinteto (versos de oito ou mais sílabas). Ex.:
Belo! E arrimada ao cabo da sombrinha,
Com teu chapéu de palha, desabado,
Tu continuas na azinhaga: ao lado
Verdeja, vicejante, a nossa vinha.
(Cesário Verde)
Sextilha. É a estrofe de seis versos apresentando esquema de rima variável.
Alguns autores fazem diferença entre sextilha (versos até sete sílabas) e sex-teto
(versos de oito ou mais sílabas). Ex.:
Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação,
- Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata,
À frente dos peões filhos da rude mata,
Fernão Dias Pais Leme entrou pelo sertão.
(Olavo Bilac)
Estrofe de sete versos. Apresenta esquema de rima variável e é de uso pouco freqüente.
Não tem nome especial, embora alguns autores proponham: sétima, setilha ou hepteto. Ex.:
Meses depois, as gazetas
Darão críticas completas,
Indecentes e patetas,
Da minha última obra
E eu- p'ra cama outra vez,
Curtindo febre e revés,
Tocado de Estrela e Cobra
(Mário de Sá Carneiro)
Esquema de rima: aaabccb.
Oitava. É a estrofe de oito versos, podendo ser heróica ou lírica.
No primeiro caso, ajusta-se ao poema épico, em versos decassílabos,
apresentando o seguinte esquema de rima: abababcc, como nos Lusíadas.
No segundo caso, com esquema variável de rima,
não raro o que se tem é a justaposição de duas quadras ou quartetos. Exemplos:
Oitava Heróica:
Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito,
(Se de humano é matar uma donzela
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la)
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela:
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.
(Camões)
Oitava Lírica:
A dor, forte e imprevista,
Ferindo-me, imprevista,
De branca e de imprevista,
Foi um deslumbramento,
Que me endoideceu a vista,
Fez-me perder a vista,
Fez-me fugir a vista,
Num doce esvaimento.
(Camilo Pessanha)
Esquema de rima: aaabaaab. Rimas contínuas nos três primeiros versos de cada quadra justaposta.
E rima final no quarto verso de ambas as quadras justapostas.
Continua na próxima página
Clique abaixo para continuar
.
Estrofe de nove versos. Apresenta esquema variável de rima e não é de uso muito generalizado.
Não tem nome especial, embora alguns autores lhe proponham a denominação de nona Ex.:
O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse, "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?"
E o homem do leme disse, tremendo,
"El-Rei D. João Segundo!"
(Fernando Pessoa)
Esquema de rima: aabaacdcd. Há um verso solto, pois não rima com nenhum outro.
Décima. É a estrofe de dez versos apresentando esquema de rima variável.
Em geral, a décima resulta da justaposição de uma quadra (ou quarteto) a uma sextilha,
ou da justaposição de duas quintilhas. Ex.:
Talhado para as grandezas,
Para crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir.
- Estatuário de colossos -
Cansado doutros esboços,
Disse um dia Jeová:
"Vai, Colombo, abre a cortina
"Da minha eterna oficina ...
"Tira a América de lá."
(Castro Alves)
Esquema de rima: abcbdeffe. Há dois versos soltos ou sem rima correspondente: a e c.
Sem nome especial são as estrofes de mais de dez versos,
como nos mostra este exemplo de Tasso de Oliveira , apresentando quatorze versos:
CANÇÃO
Em sala antiga deu hora
um pêndulo familiar.
Som tão morto que lá fora
ninguém o pôde escutar:
nem uma alma recolhida,
nem a rua adormecida,
nem a cidade vencida
de tanto sofrer e amar.
No entanto, a hora assim perdida
que em surda voz, ainda agora,
esse pêndulo bateu
foi uma hora, uma santa hora
da vida que Deus nos deu.
Ah! foi uma hora da Vida!
Esquema de rima: ababcccbcadadc.
Estrofes isométricas e heterométricas
Convém notar ainda que se dá a denominação de estrofe simples ou isométrica
à estrofe que se forma de versos de igual medida. Ex.:
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro;
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como um desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz - e escrevam nela:
Foi poeta, sonhou e amou na vida...
(Álvares de Azevedo)
No poema acima, todas as estrofes são isométricas,
pois os quartetos se formam com versos de igual medida (versos regulares).
Estrofe composta ou heterométrica é a que se forma de versos desiguais, mas combinados.
Eis as combinações mais freqüentes:
E, longe, luz mais pura
Que a extinta luz daquele dia morto
Xenócrates procura:
- Imortal claridade,
Que é proteção e amor, vida e conforto,
Porque é a luz da verdade.
(Olavo Bilac)
Hendecassílabo e pentassilabo:
E a velha Carlota, revendo-me agora
Tão pálido, diz:
Meu pobre Menino! que Nossa Senhora
Fez tão infeliz...
(Antônio Nobre)
Alexandrinos com hexassílabos:
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim! Tu despenhada e fria,
Fria.! postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados...
(Olavo Bilac))
Heptassílabos com versos de três ou quatro sílabas:
Quis fazer uma canção
não sei porque,
que dissesse ao coração
não sei o quê;
(Guilherme de Almeida)
Versos de cinco com versos de três sílabas:
Noite de bruxedos,
Entre os arvoredos
um repuxo
de cristal, que é a vara
de um bruxo.
(Guilherme de Almeida)
Planejamentos
CURSO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NA ALFABETIZAÇÃO – PAR – 2010
PLANEJAMENTOS
PROFESSORA ORIENTADORA LUZIA JOELMA RODRIGUES BESERRA LIMA CRONOGRAMA:
5ª OFICINA – 4 HORAS
IDENTIFICAÇÃO: UNIDADE 3 TURMAS : A e B
OBJETIVOS
Discutir sobre a importância do acesso ao texto literário desde o início do processo de escolarização;
Discutir os objetivos didáticos para o trabalho com a literatura;
Refletir sobre as situações didáticas de uso do texto literário.
Acolhida
1. - Leitura deleite (Galileu leu, )
- resgate das unidades (1 e2) atividade com as habilidades de leitura
- objetivos da unidade
- APRESENTAÇÃO DOS OBJETIVOS DA UNIDADE ATRAVÉS DE SLIDES
2. - Estudo do texto, compartilhado ou por tópicos – unidade 3
- Atividade em grupos sobre literatura (perguntas)
4. - Atividade de construção de critérios para avaliar obras literárias
(levar livros de literatura para que os professores avaliem segundo os critérios)
5. – Atividade em grupo de análise de sequências didáticas
- Leitura do conceito sobre o que é sequência didática
LEITURA COMPARTILHADA • Leitura do texto: Estudo do texto, compartilhado ou por tópicos – unidade 3
MATERIAIS PARA AS OFICINAS Cola, tesoura, TV e DVD, clipe, pincéis atômicos, lápis de cores,folha de ofício A4, papel madeira, panfletos da campanha do PETECA etc.
SLIDES • Objetivos da Unidade
PLANEJAMENTOS
PROFESSORA ORIENTADORA LUZIA JOELMA RODRIGUES BESERRA LIMA CRONOGRAMA:
5ª OFICINA – 4 HORAS
IDENTIFICAÇÃO: UNIDADE 3 TURMAS : A e B
OBJETIVOS
Discutir sobre a importância do acesso ao texto literário desde o início do processo de escolarização;
Discutir os objetivos didáticos para o trabalho com a literatura;
Refletir sobre as situações didáticas de uso do texto literário.
Acolhida
1. - Leitura deleite (Galileu leu, )
- resgate das unidades (1 e2) atividade com as habilidades de leitura
- objetivos da unidade
- APRESENTAÇÃO DOS OBJETIVOS DA UNIDADE ATRAVÉS DE SLIDES
2. - Estudo do texto, compartilhado ou por tópicos – unidade 3
- Atividade em grupos sobre literatura (perguntas)
4. - Atividade de construção de critérios para avaliar obras literárias
(levar livros de literatura para que os professores avaliem segundo os critérios)
5. – Atividade em grupo de análise de sequências didáticas
- Leitura do conceito sobre o que é sequência didática
LEITURA COMPARTILHADA • Leitura do texto: Estudo do texto, compartilhado ou por tópicos – unidade 3
MATERIAIS PARA AS OFICINAS Cola, tesoura, TV e DVD, clipe, pincéis atômicos, lápis de cores,folha de ofício A4, papel madeira, panfletos da campanha do PETECA etc.
SLIDES • Objetivos da Unidade
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